
Sim seus merdas, vamos mudar um pouco a parada e começar a fazer uns posts com mais linhas.
Inspirado pela coluna (ui) do colega Inferno o Infame, vou tentar mimimizar toda semana algo para dar mais sustância ao blog. E, sem mais delongas:
Semana passada, estava eu sentando em uma mesa de bar com colegas de faculdade quando, não me lembro como, chegamos ao assunto sono e, por consequência, ronco. Dai, enquanto relatávamos nossas experiências sobre o tema, alguém comparou um determinado tipo de ronco a algum segmento do heavy metal. A brincadeira durou apenas alguns segundos até que o principal tema voltasse a pauta.
O que me motivou a escrever essas linhas (que pouquíssimas pessoas lerão visto que a maioria só verá as figurinhas mesmo) foi que essa não foi a primeira vez (não entre esse grupo de amigos especificamente) que ouço esse tipo de comentário ou brincadeira preconceituosa. Não pretendo levantar bandeiras nem mesmo dissertar sobre preconceito em si mas apenas defender meu estilo de música favorito e exemplificar com alguns músicos e bandas que, em suas letras, possuem muito mais conteúdo do que uma dúzia de doze desses grupos e duplas das mais “populares” juntas e que heavy metal não é um estilo musical de cabeludos descerebrados que cantam como se estivessem gorfando (tá, algumas vertentes do estilo são bem similares, eu admito).
Niklas Sundin: um dos guitarristas, fundadores e compositores da banda sueca Dark Tranquillity. Porém, Sundin é um dos artistas gráficos mais conceituados da europa. Fundador do Svenska Tecknare – uma sociedade de ilustradores suecos – ele é o criador do Cabin Fever Media, ilustrador, design gráfico, diretor de vídeos e seus trabalhos abrangem os campos da fotografia digital, capas, designs e logos, vídeos e arte gráficas.
Além disso (ainda tem mais??), ele é um dos fundadores da Aduro Labs, produtora sueca de vídeos (do qual o vídeo abaixo é cria deles).

Nile: a banda americana de Death Metal Nile é mundialmente conhecida por seu entusiasmo com a cultura egípcia. Seu fundador, o guitarrista e vocalista Karl Sanders é um profundo conhecedor e estudioso da cultura dos faraós e a grande maioria de suas letras aborda tal mitologia.
Bruce Dickinson: até quem não é fã do estilo conhece o (melhor) vocalista de todos os tempos (vide Mamãe Sorg). Além de ser a cara da maior banda de heavy metal mundial, Bruce é multi tarefas: exímio esgrimista (foi convocado para capitanear o time inglês nas olimpíadas de 88 porém declinou do convite por estar em turnê com o Maiden), o cara ainda é piloto de aviação civil (na turnê Somewhere Back In Time World Tour, que resultou no CD e DVD Flight 666, ele era o piloto do 757 que transportou a banda, equipe e equipamentos pelo mundo), escritor, estudioso de ocultismo e Aleister Crowley (tendo escrito o roteiro de filme sobre o ocultista) agencia a banda de seu filho Austin Dickinson, Rise to Remain e ainda apresenta na BBC Radio inglesa o programa Rock Show, todo sábado das 21:00 às 00:00.

Dani Filth: apesar de não gostar nem um pouco, devo reconhecer que o Cradle Of Filth atingiu um patamar de importância no cenário musical onde estão poucos. Independente disso, o estranho vocalista é um colunista de sucesso na Inglaterra. Sua coluna na importante publicação Metal Hammer foi sucesso absoluto por dois anos nos anos 90, deixando de escrever para o periódico em detrimento a sua carreira musical.
Dani Filth também é ator e diretor de filmes trash.

Fernando Ribeiro: o vocalista da mais importante e reconhecida banda portuguesa é quase um Algures filósofo. Cursou filosofia na Universidade de Lisboa porém deixou o último ano incompleto para se dedicar ao Moonspell. Escreveu por anos a coluna The Eternal Spectator para a revista lusitana LOUD, foi o responsável pela introdução para a coletânea de contos de HP Lovecraft e a tradução para o português da biografia oficial do mesmo.
Além disso, é fã e estudioso de Fernando Pessoa e poeta, tendo escrevido três livros: Como Escavar um Abismo (2001), As Feridas Essenciais (2004) e Diálogo de Vultos (2007).

Para finalizar, o músico do qual eu humildemente retirei meu nickname: Anders Hedlund ou simplesmente Vintersorg:
Hedlund é um músico inquieto. Participa e integra várias bandas de estilos distintos, a saber: Vintersorg: Viking/folk metal, Borknagar: banda norueguesa de extreme/progressive metal. Otyg: uma de suas primeiras bandas, faz um som calcado na sonoridade celta/escandinava. Fission: melodic death metal. Waterclime: progressive/jazz rock. Cronian: progressive. E, com exceção do Borknagar, em todas as outras ele assume mais de uma função além da de vocalista.
Ainda sim, arruma tempo para se dedicar a família e ao estúdio Seven Stars do qual é proprietário.
Vintersorg é estudioso de astronomia e, dizem as pessoas próximas, conhece nomes, localizações e particularidades de inúmeras constelações e estrelas. É apaixonado por natureza (um de seus discos é conceitual sobre seu amor ao planeta, flora e fauna) e (porra, chega) é professor e pedagogo. Anos atrás, quem acompanhava sua carreira foi surpreendido por uma sessão de fotos onde ele cortava sua enorme cabeleira. Em entrevista, ele disse que estava pensando em se dedicar mais a carreira em pedagogia e por isso a mudança de visual.
A título de curiosidade: Vintersorg é o filho de um líder pagão em Isfolket, em (ao que parece ser) uma série de livros suecos escritos por Margit Sandemo.

Bem pequenos gafanhotos, esse post ficou grande a beça e deixei de abordar inúmeros outros músicos e bandas (Megadeth e as letras ácidas com críticas ferrenhas ao governo americano, Blind Guardian e a paixão pela obra Tolkieniana e etc) mas, como primeiro mimimi, tá valendo.
Como disse no começo, não quis levantar bandeiras nem ser moralista apenas esclarecer um pouco um gênero musical que ainda é muito mal visto em diversos segmentos da sociedade em geral.
Semana que vem (se tiver paciência) mimimizarei sobre a série Vertigo da Editora Abril que resgatei de uma caixa perdida na casa de papai e mamãe Sorg.
Inté!

Muito bom post. Apesar de eu não ser fã de todo o segmento de metal, como black e death metal por exemplo, tenho que concordar que os caras tem umas mentes foda. O problema é aquela velha história de julgar o livro pela capa, só porque o visual dos caras ser diferente, ou bizarro no ponto de vista das pessoas em geral, pensam que todos são inconsequentes e bestas ambulantes. Fazer o quê, né?
“O problema é aquela velha história de julgar o livro pela capa”…
cara, sei bem o que é isso… ter tatuagem(ns) visivel(is) é isso… estou acostumado… principalmente quando o pessoal descobre que eu tenho tattoo nos dedos…
no mais, gostei do post….
maneiro, Sorg, até ouvi alguns, bem legais…
E bonitinho o rapaz Dani Boy, não é? Muito fofo….
Foda, Sorg! Cara, não sei vocês, mas acho que o Metal é um gênero bem nerd… Aquele negócio de não abandonar, passar os anos e tu continuar escutando aquilo, isso é bem coisa nerd, acho que por isso muitos dos nerds são metaleiros, roqueiros e afins…
Boa Sorg, um mimimi plenamente aceitável! hehhe Sempre há certo preconceito quando não se conhece bem alguma coisa, ainda mais se não for algo da moda vigente.
Apesar de não ser um fã xiita (ou sunita, ou judeu ortodoxo, ou qq mercadoria destas), concordo com o Moe (pois é isso acontece), o gênero é bem nerd…
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