
Me rendendo a pressão de manter essa bagaça atualizada curiosidade e aos cometários de meu camarada Moe, me rendi aos novos 52 e fui ler Homem Animal.
Bom, antes de mais nada: a fase do personagem pelo Grant Morrison marcou a minha infância. Juntamente com a do Moore no Monstro do Pântano (review logo logo), foram elas (e mais algumas que não vem ao caso) que abriram meus olhos para um mundo de quadrinhos que não era colorido como os dos super herois. Essa duas séries me fizeram tomar gosto pelas hqs voltada a temática adulta, com histórias complexas que iam além do bem vencer o mal, onde os “herois” tomavam atitudes dignas de grandes vilões e que nem tudo era tão preto e tão branco.
Confesso que não me lembro de muita coisa (e me cobro muito em ir na casa dos progenitores Sorgs e buscar minha coleção da DC2000 para reler) mas não esqueço de histórias clássicas como o Evangelho do Coiote e o apoteótico fim da fase quando Buddy Baker encontra o Morrison.
Me recordo que depois dessa época, não li quase mais nada do personagem, a não ser uma mini série escrita pelo Jamie Delano (acho…) e que achei sofrível.
Mas enfim, sem mais delongas:
Buddy Baker agora é ator. Estrela do novo filme de Ryan Daranovsky (óbvio referência a Darren Aronofsky), o marido de Ellen Baker se dedica muito pouco a carreira como super heroi até o dia em que seu filho o avisa de uma ocorrência no hospital de sua cidade, onde um pai que perdeu sua filha para o câncer faz toda a ala infantil como refém e exige sua filha de volta.
Buddy não resiste, veste seu uniforme e vai resolver a parada. Porém, quando acessa seus poderes para deter o meliante, algo estranho acontece: Buddy começa a sangrar pelos olhos e ouvidos:

A primeira edição termina com ele voltando para casa após o ocorrido, tendo um sonho pra lá de bizarro com sua família e acorda com um acontecimento estranho no seu quintal.

A segunda edição começa de onde parou a primeira derrr com Buddy descobrindo, de uma forma muito sinistra, que sua filha possui poderes, talvez mais poderosos que os seus. Durante esse acontecimento, o heroi novamente começa a sangrar pelos olhos e ouvidos porém dessa vez o sangue espalha pelo seu corpo, torna-se negro e transforma-se em uma espécie de tatuagem. Sua filha explica que as marcas sumirão quando eles forem para o lugar vermelho, um lugar onde eles deverão ir para salvar uma árvore que, se morrer, acabará com tudo. Enquanto esses eventos ocorrem com o Homem Animal e sua família, hipopótamos do Zoo de San Diego começam a se deformar em seres bizarros.
A edição termina com Buddy e sua filha encontrando a tal árvore e entrando no Lugar Vermelho.
Bão, até agora foi a única hq que li do reboot que não é reboot e gostei demais. O clima da história segue muito pelo lado vertigo da editora, com eventos estranhos, acontecimentos e seres bizarros. Nunca tinha lido nada do roteirista Jeff Lemire e fui muito bem surpreendido. Os desenhos do Travel Foreman não são ruins. Combinam com o clima de história de terror da hq porém tem algumas feições que ele desenha que são terríveis.
Acompanharei com gosto essa série. Só espero que o fechamento do arco seja tão interessante quanto o começo.

LiNKSSSSSSSSSSSSSSSSSS da importadora, plis…
Alguma alma penada e piedosa, aqui nos comentários, poderia fazer esse favor?
Fala Vinter. Voltei após um curto e tenebroso inverno…
Tb gostei do Homem Animal. A história é puxada para um lado mais bizarro e a arte do George Foreman contribui bastante quando estamos nos deparando com os “monstros”. Realmente quando descreve o mundo real, a coisa não anda tão bem assim.
No mais, foi uma das HQ que li e mais gostei (fora o Aquaman, por incrível que pareça). A do Super Homi carpinteiro esperava mais e pelo preview da edição 3, viximariamãededeus… “C” for mais rápido que vocês, vou tentar ler a Liga Sombria e ver qualé. As demais… deixo para os DCnetes…
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